Perfil

Feik. Com um talento para a arte que começou nos cadernos da escola, Feik vem da cultura do graffiti e da pixação: no início escrevia “enigma” e “sem nexo”, e, em 98, escreveu “feik” (correspondente de “fake”; do inglês, falso) dando origem a seu apelido. Neste mesmo tempo conhece “Estopa e o Salmos e juntos formam a crew IP (inimigo publico) , quando tambem começou a fazer desenhos de extra-terrestres e, na evolução dos seus traços, os ETs foram ficando cada vez mais deformados, tornando-se em vermes. Desde então, Feik vem “adquirindo um enorme catálogo de espécies bizarras”. Os vermes habitam as paredes e ruínas da cidade com cores e formas para lá de criativas, que muitas vezes vem acompanhadas por nomes de políticos – “a doença do país”, diz. São também uma metáfora do próprio grafitti, que “se espalha como uma epidemia”. Feik passou a criar cenários e situações surreais para inserir suas criaturas e seu personagem – que, em contraponto com suas criaturas, tem traços bem simples. Mesmo fora das ruas, a arte nas telas de Feik guarda fortes ligações com a cultura do graffiti: seu nome sempre aparece com letras elaboradas e há um personagem, característica marcante no graffiti old school. A cada ano Feik deixa mais repugnantes seus vermes, que agora são nomeados com uma mescla de nomes de doenças, insetos, cores e formas. Mesmo com um trabalho difícil de entrar em contextualizações históricas, sua arte pode ser comparada às críticas morais por Bosh à sociedade e ao jogo de ilusão de Escher. por : Caru Albuquerque